Gilda
(Do slogan)
Não é um acidente, portanto, que a propaganda nazista se fundamentasse no repetição incessante de slogans: esta espécie de estado hipnótico era conscientemente almejada, sendo o bombardeio incessante do mesmo discurso sobre a massa, um de seus maiores veículos. Não é algo fortuito, igualmente, que a propaganda em geral, para ser eficiente e eficaz deva ser massiva. A meta, lá como aqui, é engendrar uma outra ordem de percepção, onde o onírico se sobreponha ao real e à verdade1. O slogan, contudo, é a realidade como o verossímil.
Gilda
(Rita Hayworth, 1946)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rita_Hayworth
No desenvolvimento desta noção é necessário um grande cuidado: a propaganda não engana em um sentido convencional, pois ela diz não aquilo que quer falar, mas precisamente o que se pretende ouvir. Não engana, portanto, porque tem a anuência e o aval do consumidor: ele quer e precisa ser seduzido. Compra sempre o fascínio de si, através de uma fascinação que se lhe apresenta como exterior. O que queremos todos nós - homens e mulheres - com as femme fatale, de que Gilda é apenas uma figuração?
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1 [a] verdade não tem graus como a verossimilhança (ADORNO; HORKHEIMER, 1985, p. 181).



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